Alunas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de São João da Barra viveram uma experiência inédita ao apresentarem o projeto escolar “Aumento do nível do oceano e a importância da areia monazítica na Praia de Atafona” no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro.
O trabalho foi desenvolvido por estudantes do 9º ano da Escola Municipal Dionélia Gonçalves dos Santos, em Atafona, sob orientação da professora de Ciências Patrícia Rodrigues e do professor de Educação Física Alexandre Hatcher. O projeto busca estimular a pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo os jovens da EJA em temas atuais como mudanças climáticas e erosão costeira.
Participaram da iniciativa as alunas Ana Karolina Rodrigues Martins, Maria Eliza Barreto Lopes, Karolainne Mendes Soares dos Santos e Ana Luiza Ferreira da Silva, além da diretora da escola, Manuela Meireles.
Experiência transformadora
A apresentação foi realizada para a turma da disciplina de Geologia Geral, do Departamento de Geologia da UFRJ, sob supervisão da professora e geóloga Kátia Mansur, que destacou a relevância da participação das alunas.
“Foi um prazer assistir à apresentação sobre sedimentação e erosão na Foz do Rio Paraíba do Sul, um dos sítios de sedimentação mais importantes do nosso estado, analisado sob o olhar de quem vive na região”, afirmou.
Para Ana Karolina, estar na universidade foi uma experiência inspiradora.
“Nunca imaginei estar em uma universidade apresentando um trabalho científico. Com certeza, espero voltar outras vezes e, quem sabe, no futuro até como aluna”, disse.
Após a apresentação, as estudantes conheceram o Museu da Geodiversidade da UFRJ, aprofundando o contato com temas ligados à geologia e ao meio ambiente. O convite foi intermediado pelo técnico da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer, André Pinto.
Orgulho para a rede municipal
O secretário de Educação, Daniel Damasceno, destacou o impacto do projeto.
“Ver nossos estudantes ocupando espaços como a UFRJ, apresentando um projeto de relevância científica e social, mostra que a Educação de Jovens e Adultos tem enorme potencial transformador. Essa experiência amplia horizontes e fortalece a autoestima dos alunos”, afirmou.
A diretora Manuela Meireles reforçou que a escola atende turmas da EJA do 6º ao 9º ano, com aulas noturnas.
“Quem tiver o desejo de estudar ou se alfabetizar pode procurar a secretaria da escola em qualquer período do ano. Mesmo quem não possui documentos escolares poderá fazer uma prova de classificação para ingressar na série adequada”, explicou.
